“Proporcionalidade”= R$ 1,99

31 jan

Ontem, escutando a Voz do Brasil, confesso não ter me decidido se foi uma pena ou uma benção não ter prestado atenção no nome do parlamentar que proferiu uma das  maiores besteiras já vistas (em todos os âmbitos, mas especifica e mormente no jurídico), que apelou para conceitos como “proporcionalidade” e para o prostituído adágio do “a liberdade dos outros acaba onde a minha começa” para justificar a contrariedade ao matrimônio homoafetivo.

Quanto mais fica óbvio, parece que mais somos obrigados a afirmar e reafirmar:

Amigos –> não existe NENHUM “direito constitucional” em relação ao caso, se não o de as pessoas exercerem sua liberdade sexual como bem entenderem. Não existe nenhum “direito” oponível a isso (ex: “DIREITO” de um evangélico “ir ao shopping e não ver casais gays” ou “direito de habitar um edifício sem lésbicas”).

“Ser gay” e assumir isso na sua vida cotidiana não é uma afronta/invasão à liberdade de ninguém, e QUALQUER COISA que você OPONHA a isso não é um exercício de nenhum “direito” mas sim um tolhimento ao único direito em jogo, que é o das pessoas serem deixadas em paz.

Acho importante dizer isso numa quadra histórica em que uma verdadeira deturpação extrema de um “constitucionalismo” faz com que as pessoas encontrem nichos para TODO e QUALQUER argumento (patético) inclusive dentre o rol dos ditos “direitos fundamentais”.

O “tudo” que o “papel aceita” está atingindo instâncias que fedem de modo bárbaro, ultimamente.

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4 Respostas to ““Proporcionalidade”= R$ 1,99”

  1. Luiz Alberto Brasil Simões Pires Filho 03/02/2012 às 9:21 #

    Concordo plenamente contigo!

    Acho interessante – risível – pessoas que se apoiam em conceitos e princípios para falar qualquer-coisa-sobre-qualquer-coisa. Será que o “paralamentar” não foi o J.Bolsonaro?

    Abraço

    Luiz Alberto

  2. Clarissa 03/02/2012 às 11:04 #

    Concordo.

    Pena o conceito de liberdade poder ser definido por pessoas absolutamente presas que jamais poderão chegar perto de algum sentido disso.

    Pena que qualquer um pode preenchê-la como convém, com o risco de quem tem mais força acabar vencendo (como na fábula do lobo e o cordeiro – http://www.revan.com.br/catalogo/0136d.htm – sobre incoerência e falta de razão).

    A liberdade de discriminação passa a existir tranquilamente, desse modo. A quem isso não causa espanto, a quem pronunciar isso não faz sentir que há algo de errado, não creio ser muito possível convencer , porque está a anos-luz de distância da liberdade e de qualquer outro valor humano importante.

  3. Caio Jr 08/02/2012 às 17:48 #

    linkou uma fábula…?

Trackbacks/Pingbacks

  1. Discussão Jurídica ‘DOVE”: ph-Neutro (e um quarto de creme hidratante) « /gabrieldivan - 03/05/2012

    […] -> Por fim quanto a questão da união homoafetiva, os contrários à idéia defendiam o direito de…direito do quê, mesmo? (Já escrevi um texto sobre isso –> AQUI). […]

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