Time Flies

5 jan

Não sei como vai se desenrolar o – prometido para hojecapítulo final da novela que promete colocar Ronaldinho de volta ao futebol profissional Brasil para enfim encerrar a carreira devolver ao grande público o desaparecido e fino bailar de seus dias alegres.

Escrevo antes de saber o desfecho final das sempre TRAMPOSAS negociações conduzidas pelo pau-no-cu seu irmão-empresário, Assis, que prometem vestir no ídolo a JAQUETA de Grêmio, ou Flamengo. Ou Palmeiras. Ou Blackburn Rovers. Ou Liverpool. Ou  _________ (nunca se sabe. Para todos casos deixo aqui avisado que minha galera costuma jogar às 20:30 dos domingos na HD próxima à PUCRS e volta e meia falta alguém para COMPLETAR time).

É preciso dizer um dos episódios marcantes de minha vida de fã futebolístico foi a – até agora – última vez (das várias, acredite) que a felicidade me fez transbordar de alegria ao ponto de INVADIR no mais puro aba-retismo Popeye Terror style o gramado do MONUMENTAL após uma partida e correr COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ pelo tapete verde macio mal e mal se dando conta do despautério. E fugindo das IMINENTES borrachadas da Brigada na malandragem logo após o ARROUBO inicial para pular da arquibancada pro fosso e do fosso pro campo e então correr de braços abertos como um debilóide.

O ano era o de 1999 do nosso senhor: o Grêmio humilhava o colorado (apesar do magro 1 a zero) e levava o título do Gaúchão. O gurí aprontou: para quem não lembra, esse vídeo aqui rememora o gol que fez Paulo Sant’anna berrar de forma oligofrênica durante meio minuto na Gaúcha “Peléééééééééé….Pelééééééééé” – uma janelinha em Anderson e um chute pra dentro do filó, após um passe milimétrico do inesqueícel Capitão Oleúde. Fora que Dunga – que visivelmente perdeu a sanidade e se rebaixou ao longo da partida tentando resolver no coice o que não conseguiu fazer na préza, levou uma entortada e um chapéu que o deixaram procurando a pelota até hoje de tarde (atentem para o final do vídeo, onde rola um champagne SEXY na banheira do vestiário – e corrente dourada).

ACONTECESSEM as coisas diferentes em uma realidade paralela e Ronaldinho não tivesse (orquestrado por Assis, fato, mas sem qualquer traço de inimputabilidade…) deixado o Olímpico em uma transação em que apenas ele e seu irmão embolsaram grana e o Grêmio ficou a ver uma de suas maiores minas de ouro potenciais ir embora sem nem dar tchau, uma ano a mais, possivelmente, e teríamos um quadro completamente inverso, ao menos para metade de Porto Alegre: Ronaldinho seria celebrado em sua volta, custasse o que tivesse que ser pago a Assis, ao Berlusconi, aos sheiks, a quem quer que seja.

Seria uma década inteira de gremistas orgulhosos com cada mergulho do neguinho com a camisa do Paris Saint Germain como um falcão rastreando a grande área alheia em busca da presa fácil. Uma década inteira de regozijos a cada vez que o Barcelona vencia em virtude de seus dribles e lançamentos sobrenaturais. Uma década em que uma torcida inteira vibraria com o menor sinal de bobajadas como o toque firulístico para o lado, enquanto o rabo de cavalo fashionmente controverso e o olhar miram para outro.

Ao contrário, fora instalada pelas circunstâncias uma cultura do ódio que amargou um calor putrefato nas entranhas durante o biênio 2004/2005, quando o traíra se enfileirava de vez entre os maiores jogadores de todos os tempos, mas que fora transformado no DOCE CHANTILLY do RANCOR vitorioso quando o atleta, cada vez mais ex, fracassou em seu último ano de Barcelona, e veio como um boi avariado escada abaixo acumulando fiascos inenarráveis que quase (nessa era de instantaneidades) BORRAM nesses últimos 5 anos tudo o que ele já fez de incrível na vida: na Seleção o declínio físico e técnico se verificou e agora vemos o cume invertido de uma por vezes comum (nos melhores casos), por outras absolutamente patética atuação com o manto secular Milanês.

Hoje, famoso por sambadinhas melancólicas a cada vez que marca seus escassos tentos e muito mais afeito a freqüentar pagodáços onde se veste como um proxeneta over do que por jogar O QUE SABE, Ronaldinho periga vir para o Grêmio. Ou para o Flamengo. Ou Para o Palmeiras, whatever (meu dedo coça…vai ser a MAIOR ATUALIZAÇÃO videogamística da história dos meus Fifa 11 e PES).

Diante do inegável – contudo – sucesso de PÚSTULAS mercenários que têm voltado aos seus times de origem por valores astronômicos disfarçados de sentimento “quero o bifinho com farofa da minha avó”, talvez seja hora de, friamente, pensar em tudo o que o sujeito fará o time que o acolher lucrar. Entre BURBURINHO lucrável, camisetas patrocinadas, à venda de ingressos, passando pelo aumento de sócios, chegando nas maiores cotas de TV à CONSTÂNCIA no Globo Esporte (em caso de tanto de glória como de vexame) e em todos os noticiosos esportivos brasileiros e quiçá internacionais.

Vale lembrar que, se além de tudo isso resolver BATER um pouco de BOLA na MEIA-BOMBA do velho estilo, periga igualmente fazer pela esquadra o que fizeram Adriano (que saiu da semi-mendicância em Milão para fazer do improvável Flamengo o campeão brasileiro de 2009), Ronaldo (que mesmo sem jogar há um ano praticamente guardou no próprio bolso os títulos da Copa do Brasil e do Paulistão do mesmo ano), Robinho (que caiu como uma luva no já azeitado time do Santos) e, o caso, na minha opinião, mais emblemático se o clube em questão for o Grêmio: Riquelme, que saiu do ostracismo-loser que parece QUERER o acompanhar e voltou para o seu velho Boca para não deixar pedra sobre pedra no biênio 2007/8 (eu que vi com os próprios olhos O HOMEM jogando, atesto: assombroso).

Tenho uma teoria meio TWILIGHT ZONE sobre o nítido ódio que Assis sente pelo Grêmio e o modo bizarramente ganancioso com o qual ele gerencia as contas do irmão: foi numa (quase) transação parecida que o próprio Assis, na década de 80, poderia deixar o Grêmio pelo Torino, da Itália. O Grêmio teve fôlego para bancar a oferta italiana e o desfecho todos sabem: de promessa inebriante do futebol brasileiro a um fim de carreira apagado passando por clubes chinfrins da Europa – quando foi enfim vendido, algumas lesões e o afundamento do próprio Grêmio no início da década de 90 ajudaram a esconder o habilidoso jovem para o mundo, também. Fora isso, o golpe de misericórdia: a FESTEJADA casa com piscina na Zona Sul portoalegrense – no bairro do Guarujá (o “plus” pela permanência de Assis diante da oferta italiana) foi palco da trágica morte do pai dos craques, em 1989, que após terum mal súbito, caiu para nunca mais acordar dentro do buraco então vazio de água. A permanência no Grêmio pelo amor à camisa e pela promessa de recompensa inconscientemente fora a tragédia do irmão mais velho, que fez o possível e o impossível para não deixar que isso ocorresse com Ronaldinho.

Enfim. Fico aqui atualizando sites esportivos, filosofando sobre o quanto, para o bem e para o mal, essa bobagem chamada futebol mexe com a gente.

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2 Respostas to “Time Flies”

  1. Peter Pan 10/01/2011 às 18:15 #

    maldito cavalinho gaúcho!
    quero ver ele segurar a onda com os fanáticos da Geral agora…
    e a atualização vai ser no Fla, meu velho! que diabos! ou como diria um amigo meu…Kidiaba!!!

  2. Peter Pan 24/01/2011 às 14:10 #

    e agora o Jonas caipirão de Taiúva!
    abutres!
    mercenários!

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