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		<title>PASSEIO NOTURNO</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 12:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproveitei a fraca lâmpada de um dos poucos quiosques desertos  iluminados do meu trajeto para mostrar a vocês que além dela eu enxergava aquilo ali mesmo que vocês estão vendo: nada. Absolutamente nada. Solitária companhia de meus pensamentos.  Em meados do ano passado, decidi realizar um vídeo ilustrativo (juntamente com um texto) para mostrar para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1586&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-19-54.jpg"><img class="size-full wp-image-1588" title="2012-02-14 21.19.54" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-19-54.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Aproveitei a fraca lâmpada de um dos poucos quiosques desertos  iluminados do meu trajeto para mostrar a vocês que além dela eu enxergava aquilo ali mesmo que vocês estão vendo: nada. Absolutamente nada. Solitária companhia de meus pensamentos. </dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Em meados do ano passado, decidi realizar um <strong>vídeo</strong> ilustrativo (juntamente com um texto) para mostrar para todos aqueles que me tachavam de &#8216;<em>louco</em>&#8216; por realizar um certo trajeto noturno <strong>à pé.</strong> O trajeto em questão foi e segue sendo minha rotina semanal: é o caminho entre meu apartamento de Passo Fundo (onde leciono) e a Rodoviária local, onde semanalmente (geralmente às sextas-feiras) pego o ônibus das duas da madrugada para Porto Alegre, onde &#8216;moro&#8217; (<em>morar</em> &#8211; verbo/conceito indefinido na minha vida atual, mas vá lá).</p>
<p style="text-align:justify;">Para mostrar não apenas que não havia todo esse alardeado &#8216;<strong><em>perigo</em></strong>&#8216; no trajeto (alarme desesperado que escuto desde que comecei a percorrer a rota &#8211; os últimos 4 anos) e, mais, para <strong>filosofar sobre o real (não) uso das cidades pelos sujeitos que nelas habitam</strong>, encorajando (ou tentando) pessoas a viver, sentir, cheirar e &#8216;tocar&#8217; as ruas onde vivem compartilhei com todos minha caminhadinha tradicional <strong>na calada da noite</strong> &#8211; eis o texto e a filmagem, para quem quiser ver ou recordar: <strong><a href="http://gabrieldivan.wordpress.com/2010/10/02/cidades-do-meu-andar/" target="_blank">clique aqui.</a></strong></p>
<p style="text-align:justify;">Resolvi <strong>repetir a dose</strong>, com os mesmos propósitos, focalizando um problema semelhante que visualizo na orla gaúcha: tal e qual Porto Alegre &#8211; ao contrário de, creio, todas as cidades do planeta banhadas por quantidade igual de vias fluviais, as <strong>cidades praianas do Rio Grande do Sul</strong>, de um modo <strong>incompreensível</strong>, voltam as costas para a água no caso, o Oceano Atlântico. Bares, boates, comércio e infraestrutura esportiva estão ausentes da praia e arredores e se posicionam tradicionalmente em cantos extremados cada vez mais próximos das estradas de acesso.</p>
<div id="attachment_1590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-23-47.jpg"><img class="size-full wp-image-1590" title="2012-02-14 21.23.47" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-23-47.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">A Plataforma de Atlântida vista do trajeto. Ou não-vista. Enfim.</p></div>
<p style="text-align:justify;">E mais: proliferam-se condomínios fechados por toda faixa litorânea sulista, que simulam uma cidade de sonho suburbano de <em>sitcom</em> com a privatização total de elementos como a limpeza e a &#8216;<em>segurança</em>&#8216;. Longe de querer &#8216;<em>culpar</em>&#8216; os proprietários de casas nesses condomínios fechados pelos males do mundo, gostaria apenas de ressaltar que com as cidades praianas abandonadas ao deus-dará, muito em virtude da ausência de pressão por melhorias de quem agora vive num <strong>little paraíso estadunidense em compota</strong>, a coisa tende apenas a piorar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Decidi alterar a rota e o horário das minhas caminhadas diárias quando estou na praia para o período noturno (depois das 21:45) e me concentrei, por amostragem, em um dos trechos de maior população no período do verão: o eixo entre <em>Atlântida</em> e <em>Capão da Canoa.</em></strong></p>
<div id="attachment_1591" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-21-57.jpg"><img class="size-full wp-image-1591" title="2012-02-14 21.21.57" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-21-57.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Levei minha lanterninha de dínamo de estimação para auxiliar. Búú.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por alguns dias fiz o trajeto à pé, descalço, em uma média de <em>1 hora e alguns minutos</em> entre ida e volta.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O que pude notar é que em total oposição à lógica e a algumas experiências positivas em balneários do resto do país (e mesmo de capitais como o Rio de Janeiro ou em cidades praianas do Nordeste) há um círculo vicioso em que estão envolvidos o Poder Público, o povo e o imaginário (em parte fantasioso) desse último no que diz respeito à violência-segurança-condições gerais para o aproveitamento noturno de lugares (praias, inclusive) pelas pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Primeiramente, não quero passar perto do equívoco simplista de propor que o mero &#8216;<em>uso</em>&#8216; dos espaços públicos pela população faria desaparecerem num passe de mágica problemas como a eventual criminalidade no local e/ou a sujeira. Mas é fato que o completo dar de ombros dos Governos quanto a certas áreas das cidades muito é (retro)alimentado pela própria falta de vontade das pessoas em ocuparem aqueles espaços. Um doce para quem adivinhar o que passa a ocorrer com o logradouro a partir disso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assim como há locais em que as pessoas vão apenas pelo fato de que outras pessoas vão (parques e bares de modas sazonais, por exemplo), existem os lugares onde ninguém vai&#8230;porque ninguém vai.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Certamente a primeira reação de muita gente quando soube que eu passei dias caminhando sozinho na noite escura na beira da praia foi questionar o quanto eu não sou <strong>corajoso/burro</strong> e o verdadeiro &#8220;<em>milagre</em>&#8221; de eu não ter sido assaltado/estuprado/morto/estripado/enterrado-vivo e congêneres.</p>
<div id="attachment_1592" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-33-15.jpg"><img class="size-full wp-image-1592" title="2012-02-14 21.33.15" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/2012-02-14-21-33-15.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Pelas tantas, cruzou por mim - por  esquisitíssimas três vezes - uma Kombi sinistra. Decidi fotografá-la para fins de registro estilo Bruxa de Blair caso meu celular fosse encontrado dias depois enterrado na areia sem impressões digitais além das minhas.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Eu responderia a esses com as fotos que ilustram esse post.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma solidão melancólia e pesada, triste e opaca, um breu impenetrável.<strong> Isso foi tudo que eu vi.</strong> Nem jovens em <strong><em>festa</em></strong>, nem tentativas de <em><strong>violência sexual</strong></em>, nem <strong><em>pessoas jogando vôlei</em></strong> próximas a bares de praia com música, nem <em><strong>mascarados</strong> </em>saindo da penumbra.</p>
<p style="text-align:justify;">Simplesmente nada.</p>
<p style="text-align:justify;">Nas vielas beira-mar, as casas convenientemente fechadas, lacradas, blindadas. Os quiosques todos abandonados e desoladamente cadeados. As casinhas de salva-vidas (vejam só) todas vazias. E o silêncio. De bonito, embora uma beleza frágil e lacrimosa, o barulho quase invisível das ondas quase invisíveis em meio à escuridão.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Acredito que políticas públicas que estimulem, valorizem e ajudem a colocar no topo a idéia de uso (literalmente, uso) de alguns espaços públicos tidos por &#8216;<em>críticos</em>&#8216; seria um bom começo de um outro projeto muito maior, que através da prioridade a uma espécie de &#8216;auto-estima&#8217; das cidades enquanto cidades, começaria a enfim virar o jogo contra tanta podridão (<em>lato</em> senso) que vemos cotidianamente.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não estou creditando a mim e a todos nós uma obrigação irrestrita de <em>mea-culpa</em> por problemas dos quais, ao contrário, somos em grande parte, vítimas.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas <em>&#8216;se sentir preso&#8217;</em> e jamais se desarmar de grades (reais e metafóricas) em meio ao seu contato com o ambiente que o circunda (e consequentemente, com os outros) não ajuda em nada. Nada mesmo. E se a gente passasse a resmungar menos da violência que nos &#8216;impede&#8217; de fazer certas coisas e simplesmente fizesse para ver que alguns &#8216;impedimentos&#8217; existem (quando existem) em um grau muito menor do que aquele do bicho papão que nos vem pintado.</p>
<div id="attachment_1593" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/shot_1328324009424.jpg"><img class="size-full wp-image-1593" title="shot_1328324009424" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/02/shot_1328324009424.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">O antigo e tristonho Farol do Capão no caminho de volta.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Sonho com o dia em que, em uma praia iluminada pelo luar e tranqüila, pessoas vão poder caminhar, fazer rodinha de violão, tomar um drink e namorar em paz.<strong> Isso tem mais a ver com o ato simples de você começar a parar de ter medo de andar na rua do que se pode pensar à primeira vista.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Vá para a rua. Nem sempre dói.</p>
<p style="text-align:justify;">PS: para não dizer que não senti medo em nenhum momento, em um dos dias pela altura do Posto de n. 80 eu escutei uma <strong>melodia um tanto tenebrosa assoviada misteriosamente por ninguém.</strong> Olhei em 360 graus, para todas as direções, para o céu e para o mar e não enxerguei viv&#8217;alma. Confesso que foi um quê de tensão. Por favor se imaginem no meu lugar antes de rir. Mistério&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">PS 2: leitura recomendada &#8211; &#8220;<em>Confiança e Medo na cidade</em>&#8221; &#8211; <strong>Zygmunt Bauman</strong></p>
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		<title>&#8220;Proporcionalidade&#8221;= R$ 1,99</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 13:34:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[AcadeMICOS]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, escutando a Voz do Brasil, confesso não ter me decidido se foi uma pena ou uma benção não ter prestado atenção no nome do parlamentar que proferiu uma das  maiores besteiras já vistas (em todos os âmbitos, mas especifica e mormente no jurídico), que apelou para conceitos como &#8220;proporcionalidade&#8221; e para o prostituído adágio do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1580&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/anderson-silva-rodrigo-minotauro_acrima20111021_0017_15.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1581" title="Anderson-Silva-Rodrigo-Minotauro_ACRIMA20111021_0017_15" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/anderson-silva-rodrigo-minotauro_acrima20111021_0017_15.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Ontem, escutando a Voz do Brasil, confesso não ter me decidido se foi uma <strong><em>pena</em></strong> ou uma <strong><em>benção</em></strong> não ter prestado atenção no nome do <strong>parlamentar</strong> que proferiu uma das  <strong>maiores besteiras já vistas </strong>(em todos os âmbitos, mas especifica e mormente no jurídico), que apelou para conceitos como &#8220;proporcionalidade&#8221; e para o prostituído adágio do <em>&#8220;a liberdade dos outros acaba onde a minha começa</em>&#8221; para justificar a contrariedade ao matrimônio homoafetivo.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto mais fica óbvio, parece que mais somos obrigados a afirmar e reafirmar:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Amigos &#8211;&gt; não existe NENHUM &#8220;direito constitucional&#8221; em relação ao caso, se não o de as pessoas exercerem sua liberdade sexual como bem entenderem. Não existe nenhum &#8220;direito&#8221; oponível a isso (ex: &#8220;DIREITO&#8221; de um evangélico &#8220;ir ao shopping e não ver casais gays&#8221; ou &#8220;direito de habitar um edifício sem lésbicas&#8221;).</strong></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Ser gay&#8221; e assumir isso na sua vida cotidiana não é uma afronta/invasão à liberdade de ninguém, e QUALQUER COISA que você OPONHA a isso não é um exercício de nenhum &#8220;direito&#8221; mas sim um tolhimento ao único direito em jogo, que é o das pessoas serem deixadas em paz.</p>
<p style="text-align:justify;">Acho importante dizer isso numa quadra histórica em que uma verdadeira deturpação extrema de um &#8220;constitucionalismo&#8221; faz com que as pessoas encontrem nichos para TODO e QUALQUER argumento (patético) inclusive dentre o rol dos ditos &#8220;direitos fundamentais&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">O <em>&#8220;tudo</em>&#8221; que o &#8220;<em>papel aceita</em>&#8221; está atingindo instâncias que fedem de modo bárbaro, ultimamente.</p>
<br />Filed under: <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/academicos/'>AcadeMICOS</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/ciencias-criminais/'>Ciências Criminais</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/gabrielation/'>Gabrielation</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrieldivan.wordpress.com/1580/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrieldivan.wordpress.com/1580/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1580&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>BORRACHA</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca fui a favor de invasões de terras (lato sensu) porque praticamente em todas que já vi noticiadas havia um forte componente de rinha/inimizade político-partidária local envolvida. O problema está no fato de que (chuva no molhado mode on) em um país gigantesco onde paradoxalmente pessoas passam fome, a reforma agrária é sim um imperativo (chuva [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1572&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/pinheirinho-saojose.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1574" title="pinheirinho-sao+jose" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/pinheirinho-saojose.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Nunca fui a favor de invasões de terras (<em>lato sensu</em>) porque praticamente em todas que já vi noticiadas havia um forte componente de rinha/inimizade político-partidária local envolvida.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema está no fato de que (<strong><em>chuva no molhado mode on</em></strong>) em um país gigantesco onde paradoxalmente pessoas passam fome, a reforma agrária é sim um imperativo (<em><strong>chuva no molhado mode off</strong></em>). PS: é plausível discutir a questão de que isso é algo contraditório dito por quem possui mais de uma propriedade imobiliária em seu nome (ao menos na minha opinião). Agora, por favor: se você faz parte da grossa massa de engolfados pelo imaginário de que em 1989, em caso de vitória Lulista, você teria que DOAR seus <strong>pares de tênis</strong> sobrando ao <strong>Estado</strong> e coisas do tipo, faça um favor &#8211; não perca seu tempo  querendo discutir comigo &#8211; eu CERTAMENTE não perderei o meu.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema, aliás, é o fato de que em contrapartida à reforma agrária como medida <strong>urgente</strong> ou à distribuição forçada por atos <strong>invasivos</strong>, o governo (os governos, todos governos, sucessivamente) apontam para uma revorma agrária <em>ideal e platônica</em>, que assim como &#8216;a revolução&#8217; ou &#8216;JESUS&#8217; um dia &#8220;vão chegar&#8221;. Sei. Sabemos.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais grave que tudo isso, aliás, é a incoerência de um povo, uma opinião pública &#8216;revoltada&#8217; que &#8216;odeia&#8217; políticos inescrupulosos, grandes tubarões do mercado financeiro anti-éticos, mega-empresários que fatiam o patrimônio público privatizado com tapinhas nas costas e favores ilícitos, mas que, paradoxalmente, está sempre pronta para defender a <em><strong>lei</strong></em> e a <em><strong>ordem</strong></em> que &#8211; curioso &#8211; sempre e somente agem em favor dos <strong>mesmos</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dos mesmos LITERALMENTE, no caso de Naji Nahas (eu nasci em 1979, não preciso de explicações quanto a QUEM É esse sujeito e QUAIS SÃO seus &#8216;hábitos&#8217;. Caso você não saiba, sugiro rápida pesquisa).</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Havia pessoas &#8211; trabalhadores, famílias, crianças, idosos &#8211;  morando (do ponto de vista formal, sim, ilegalmente) no Pinheirinho? Correto, há mais de uma década. É preciso, contudo, desapropriar a área para &#8220;devolvê-la&#8221; ao uso de seu dono, segundo as autoridades.</p>
<p style="text-align:justify;">Que alguns cães de guarda da elite paulista e a truculenta PM local entrem matando e baixando a porrada nos moradores isso tristemente já não é novidade para ninguém. Agora que muitas pessoas aplaudam e vibrem com a violência estatal para com sua própria população &#8211; e paralelamente se perfilando com Nahas e tantos outros que SUGAM esse mesmo povo, e todos nós, há anos, é um pouco demais para minha cabeça.</p>
<p style="text-align:justify;">Na hora de apoiar o povo ainda que contra a lei tem gente que não apenas não questiona (bem pior do que refletir e chegar à conclusão de que a PM está correta) o ato de poder como ainda por cima vibra como se a propriedade, ainda mais do Naji Nahas, pudesse se sobrepor às pessoas que de uma hora para outra, por interesses especulativos, perdem o lar em que moram.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Daí que o glorioso &#8216;presidente&#8217; <strong><a href="http://www.facebook.com/paulogr" target="_blank">Paulo</a> </strong>me envia esse curioso e impactante <strong><a href="http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2012/01/23/interna_urbano,107161/dois-assaltantes-sao-agredidos-pela-populacao-do-maiobao-e-morrem-veja.shtml" target="_blank"><em>link</em> </a></strong>via mensagem privada no Facebook sobre o espancamento de dois supostos assaltantes no Maranhão. O espancamento de assaltantes é medida que é apoiada (ou <em>seria</em> em tese apoiada), por grandessíssima parcela da população que não vê correção nem celeridade na &#8220;<em>justiça&#8221;</em> e que acredita que o povo tem de tomar <em>por si</em> as rédeas da situação, &#8220;lidando&#8221; com aquilo que as instituições públicas não tem tempo, vontade ou competência para debulhar. Não sei se apenas vocês acham que o conceito médio do brasileiro de <em><strong>&#8220;se revoltar&#8221;</strong></em> é meio distorcido e precisa de uma certa regulagem na oficina.</p>
<p style="text-align:justify;">Que semaninha tinhosa.</p>
<br />Filed under: <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/ciencias-criminais/'>Ciências Criminais</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/gabrielation/'>Gabrielation</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrieldivan.wordpress.com/1572/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrieldivan.wordpress.com/1572/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1572&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>C:\ Coração</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:17:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coração Vagabundo]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[NUNCA fui muito bom com despedidas. Tanto que minha mãe sempre conta que ao final da projeção do filme &#8220;E.T., o Extraterrestre&#8221; no cinema (ali por 1647&#8230;) eu passei a gritar e reclamar ao final da sessão, uma vez que era difícil para mim porque aquele bicho estranho e adorável deveria aparecer na minha vida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1564&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/2012-01-21-01-24-48.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1565" title="2012-01-21 01.24.48" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/2012-01-21-01-24-48.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>NUNCA fui muito bom com despedidas. Tanto que minha mãe sempre conta que ao final da projeção do filme &#8220;E.T., o Extraterrestre&#8221; no cinema (ali por 1647&#8230;) eu passei a gritar e reclamar ao final da sessão, uma vez que era difícil para mim porque aquele bicho estranho e adorável deveria aparecer na minha vida pelo tempo suficiente para me cativar, voar no cestinho de uma bicicleta e depois sumir, assim, de repente, numa nave espacial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser PARANINFO é, entre outras tantas coisas (essas, inteiramente boas), se despedir. A despedida do paraninfo, no entanto, é especial: ela vem repleta de significados que evocam um rito de passagem com uma simbologia imemorial. O professor, o conselheiro, o amigo que, mais adiantado, concede a última lição dos aprendizes enquanto tais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ser PARANINFO, no entanto, é uma despedida tenra: é a coroação do esforço e do trabalho dos aprendizes que sob seus olhos foram galgando mais e mais degraus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que a despedida de hoje à noite seja meramente protocolar, que seja meramente a marca institucional (apenas) de dois espaços burocráticos que jamais nos separem enquanto amigos, por inteiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PARABÉNS aos meus queridos afilhados. O que nos separa de uma baita festa é apenas uma cerimônia, algumas togas. E alguns discursos! Até mais tarde!</p>
<br />Filed under: <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/coracao-vagabundo/'>Coração Vagabundo</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/gabrielation/'>Gabrielation</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrieldivan.wordpress.com/1564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrieldivan.wordpress.com/1564/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1564&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Yes, we can.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 14:34:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[ONTEM foi realizado um interessante protesto (confira) pelo &#8220;aniversário&#8221; de 10 anos da existência &#8220;oficial&#8221; de algo que em meio à dita/sedizente &#8220;maior democracia do planeta&#8221; é no mínimo estranho: um CAMPO DE CONCENTRAÇÃO. A inexplicavelmente surreal &#8220;Base&#8221; de Guantánamo &#8211; um território que não é tecnicamente pertencente a &#8220;país algum&#8221; em meio a uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1557&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1558" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/000_was6123941.jpg"><img class="size-full wp-image-1558" title="000_was6123941" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2012/01/000_was6123941.jpg?w=500&#038;h=351" alt="" width="500" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Jewel Samad/AFP</p></div>
<p style="text-align:justify;">ONTEM foi realizado um interessante protesto (<strong><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/01/protesto-em-frente-a-casa-branca-pelos-10-anos-de-guantanamo.html" target="_blank">confira</a></strong>) pelo &#8220;<em>aniversário</em>&#8221; de 10 anos da existência &#8220;oficial&#8221; de algo que em meio à dita/sedizente &#8220;maior democracia do planeta&#8221; é no mínimo <strong>estranho</strong>: um CAMPO DE CONCENTRAÇÃO.</p>
<p style="text-align:justify;">A inexplicavelmente surreal &#8220;<em>Base</em>&#8221; de <strong>Guantánamo</strong> &#8211; um território que não é tecnicamente pertencente a &#8220;país algum&#8221; em meio a uma área em Cuba que os estadunidenses &#8220;controlam&#8221; <em>de fato</em> e que Cuba alega não controlar &#8220;<em>de direito</em>&#8221; &#8211; é isso, ao fim e ao cabo: um campo de concentração nos moldes do Século XXI.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Vou poupar vocês</strong> de um cabedal de explicações e teses sobre a existência desse TROÇO, em si &#8211; muita gente já fez mais e melhor no quesito. Apenas quero ressaltar algumas coisas sobre as vindouras eleições presidenciais <em>USA</em>:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>em 2008, se norte-americano fosse, eu teria, sim votado em Obama; eu faria campanha para Obama; eu ficaria feliz com a idéia de que em um dos países MAIS RACISTAS do globo terrestre um homem de cor escura chegou ao posto máximo do governo federal.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Mas eu JAMAIS me iludi quanto a uma coisa: Obama é &#8216;<em>big stick&#8217;</em> como todo e qualquer político daquele rincão. Diante da euforia mundial que tinha em Obama uma espécie de messias do pacifismo, a única coisa que pude dizer foi: <em>&#8220;É uma fraude</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align:justify;">Obama foi cauteloso (pejorativamente, ao estilo <em>Celso Roth</em>iano) quanto a TODAS as questões cruciais que levaram os Black Eyed Peas, Eddie Vedder, o REM e a centenas de milhares de pessoas em toda Terra a crer que nas quais ele seria incisivo.</p>
<p style="text-align:justify;">A economia mostra falhas e Obama se enfraquece. Os republicanos se MATAM entre si para a escolha do oponente e se enfraquecem também. Não sei quem ganha. Eu sei que quem ganhar vai seguir em última e aguda análise defendendo os interesses da &#8220;América para os Americanos&#8221;, com a diferença de ser mais tosco e explícito no quesito, ou mais disfarçadamente silente e <em>cool</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">O campo de concentração segue, lá.</p>
<br />Filed under: <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/ciencias-criminais/'>Ciências Criminais</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/gabrielation/'>Gabrielation</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrieldivan.wordpress.com/1557/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrieldivan.wordpress.com/1557/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1557&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tudo o que você precisa</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 14:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Direção]]></category>
		<category><![CDATA[Coração Vagabundo]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>
		<category><![CDATA[Som]]></category>

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		<description><![CDATA[GOSTO (admito) do misticismo e das mandingas da virada da meia noite do 31. Mas não se pode esquecer que o misticismo quem faz &#8211; também &#8211; somos nós, eis que é dentro de nós mesmos que ele produz (e pode produzir) efeito: a data do dia 31 de Dezembro é apenas um numeral convencionado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1547&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">GOSTO (admito) do <em>misticismo</em> e das <em>mandingas</em> da virada da meia noite do 31.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas não se pode esquecer que o misticismo quem faz &#8211; também &#8211; somos <strong><em>nós</em></strong>, eis que é dentro de nós mesmos que ele produz (e pode produzir) efeito: a data do dia 31 de Dezembro é apenas um numeral convencionado e <strong>inventado</strong> pelos homens. <strong>Não é de números que depende qualquer magia</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Não faça promessas infundadas como se esses números conferissem um &#8216;poder&#8217; extra à maior das energias que é o <strong>AMOR</strong> que você carrega em si. Não prometa na virada. Prometa (e cumpra) a todo instante. Um novo ciclo se inicia a cada manhã, independentemente do dia ou mês do ano.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 2012 <strong>REVOLUCIONE</strong>. Diariamente.</p>
<p style="text-align:justify;">São meus votos. Uma feliz entrada de ano a todos. Beijos. <strong>Paz</strong>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://gabrieldivan.wordpress.com/2011/12/30/tudo-o-que-voce-precisa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/u5GhNEULrls/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>DESESPERANÇA</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 12:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bobajadas]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[No estranho verão do ano de 2000 do nosso senhor, em terras sulinas, um fato absolutamente inesperado a jamais dantes visto assombrou a programação das FMs e das noites e dos músicos de barzinho e das rodas de amigas e (suspeito eu) refestelaria os perfis e feeds das então inexistentes redes sociais &#8211; se houvessem: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1538&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p style="text-align:justify;">No estranho verão do ano de 2000 do nosso senhor, em terras sulinas, um fato absolutamente inesperado a jamais dantes visto assombrou a programação das FMs e das noites e dos músicos de barzinho e das rodas de amigas e (suspeito eu) refestelaria os perfis e feeds das então inexistentes redes sociais &#8211; se houvessem: Djavan fora convertido em ídolo <em>pop</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Djavan</strong>, você sabe, é aquele cantante alagoano que imortalizou &#8220;<em>Oceano</em>&#8221; (o canal Viva voltou a passar a novela <em>Top Model</em>, vocês viram?) e um bom punhado de <strong>canções sem nexo</strong> similares com temas intrigantes como &#8220;<em>besouro</em>&#8220;, &#8220;<em>mosquito</em>&#8220;, &#8220;<em>açaí</em>&#8220;, &#8220;<em>samurai</em>&#8221; e que conseguiu a proeza de <strong>tentar elogiar alguém</strong> dizendo que quando o <strong>deus altíssimo</strong> criou a pessoa ele provavelmente estaria <strong>inspirado</strong> a ponto de também criar, bem, os <em>dinossauros</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Repentinamente, por ocasião do lançamento de um álbum ao vivo e duplo, Djavan de modo surpreendente ocupava todas as sintonias radiofônicas e televisivas, rareava nas prateleiras (as pessoas compravam discos em lojas, ainda, no longínquo ano em que o <strong>mundo acabaria</strong> por que os computadores estavam prontos para trabalhar com apenas <em>dois dígitos,</em> ou algo assim, não lembro agora) e fora até mesmo convidado como grande estrela do então festival (sic.) <em>Planeta Atlântida</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">A juventude linda &#8211; sobretudo feminina &#8211; que se esganiçava de braços para o céu entoando &#8220;<em>Meu bem querer</em>&#8220;, &#8220;F<em>lor de Lis</em>&#8220;, &#8220;(<em>não sei o que não sei o que) Leonardo di Caprio</em>&#8221; e cada uma das 24 músicas do disco posteriormente <strong>esqueceu</strong> Djavan (eu daria graças se as &#8220;modas&#8221; das radiolas não viessem numa escala descendente gritante a cada ano). <strong>Esqueceu mesmo</strong>. O substituiu, não apenas pela coqueluche ter arrefecido, mas simplesmente<strong> apagou da memória</strong> o cantor de <em>&#8220;São Jorge por favor me empresta o Dragão</em>&#8221; em prol de outros que ocuparam seu posto no ranking do preenchimento quase acéfalo e mecânico dos gostos musicais sazonais da massa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quando o ano iniciou, uma onda de manifestações no contrafluxo das pautas normais de países totalitários do oriente médio e do norte-africano eclodiu, de <em>baixo para cima</em>, e (muito) para os <em>lados</em>, pedindo (e ganhando, ma medida do possível) <em>democracia</em>, ou algo que a isso mais se <em>assemelhe</em>. Na Espanha, milhares de jovens em um arroubo sensacional &#8220;<em>tomaran la plaza&#8221;</em> para fazer política ao vivo. No Brasil, em imagens que envergonharam muitos dos membros do alto comando militar, manifestantes em prol da discussão da descriminalização do consumo das drogas apanharam sem dó da polícia paulista, que teve que engolir o próprio STF dando a eles o direito de protestar, posteriormente. E, lógico, não se pode deixar de mencionar a imensa massa humana que ocupou o núcleo da cidade mais nuclear da história do capitalismo para propor alterações estruturais no way of life econômico mais famoso do planeta.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Se no início do ano eu estava esperançoso do que tudo isso poderia resultar &#8211; especialmente do papel crucial das redes sociais internéticas nisso tudo &#8211; hoje vejo a coisa com especial <strong>descrença</strong> ao perceber o que se aproveita disso tudo num país jovem e continental como o nosso.</p>
<p style="text-align:justify;">Os muitos &#8220;protestos&#8221;, &#8220;marchas&#8221; e até &#8220;<em>flash mobs</em>&#8221; <strong>orquestrados</strong> (essencialmente <strong>orquestrados</strong>) no Brasil são reflexo de uma juventude que, como numa moda midiática tal e qual os &#8220;caras-pintadas&#8221; do início dos anos 90 e/ou como os sazonais fãs de Djavan, estão prontos a aderir a qualquer causa enquanto uma espécie de &#8216;hit&#8217; passageiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Some-se a isso o profundo desgosto que percebo no Facebook, com a POBREZA argumentativa e a IMPRODUTIVIDADE dominando o teor das &#8220;indignações&#8221;: meu <em>feed</em> de notícias da rede &#8211; daquilo que eu AINDA não tive o prazer/NECESSIDADE de cancelar, é tomado diariamente por SELOS bobocas, piadas RUINS, analogias DEBILÓIDES e por uma série (mais recentemente) de pleitos de ESPANCAMENTO de supostos ESPANCADORES, MORTE de supostos ASSASSINOS e torturas góticas para pessoas que maltrataram animais.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">A coisa é tão insana e baixa que tenho medo de me manifestar para com certos MENTECAPTOS, como se minha indignação fosse um atestado de que eu aprovo que uma cretina maltrate a esmo um <strong>cachorrinho</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Gosto de piadas. Gosto de humor <em>non-sense</em> e acredito que não é necessário viver com uma cara amarrada na vida para se sentir ultrajado pelo cruel e injusto mundo circundante. Não é a existência de &#8216;piadinhas&#8217; o que me preocupa. É a conversão total de qualquer meio público de interação em um antro de piadinhas que, além disso, <strong>refletem uma escassez de referenciais tão grande quanto assustadora</strong>. O que uma pessoa genuinamente PERDE se desconectando das redes sociais, hoje, no Brasil? Falo, fico triste e dou importância porque acho que essas ferramentas são mais do que &#8220;sucessos de público e crítica&#8221; além de modismo. Acredito que as redes sociais (que já possuem vida, linguagem e elementos próprios de evidência, não similares sequer à linguagem das ruas, que por elas, aliás, vem sendo cada vez mais influenciada, num repuxo impressionante) poderiam significar muito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não se trata de apoteose nem nada do gênero. Apenas achava que a interação, a customização, a horizontalização e o nível de <em>home-brew</em>-ismo (inventei) das redes poderia proporcionar um modelo interessante de caminho contra-cultural.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Infelizmente no Brasil, a imbecilidade (que existe e existirá) não apenas está ali como sufoca qualquer tentativa de se fazer disso algo com um mínimo de seriedade. Ou de bom gosto.</p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, quem for cool que vá migrando. Será que em 2013 estaremos reclamando de uma <em>Facebookização</em> do Google+?</p>
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		<item>
		<title>&#8220;Está valendo!&#8221; (depois de transitado&#8230;)</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 13:09:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte Bretão]]></category>
		<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Dia desses, em meio a uma conversa entre um almoço e um carioquinha na companhia da nata da Procuradoria da FEDERAL BOX, discutíamos como vezenquando ocorre, o esporte bretão. A pauta girava em torno da então polêmica punição para o zagueiro colorado Bolívar, cujo prego duraria (em decisão de primeira instância, já revertida) até [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1530&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2011/12/cantonc3a1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1534" title="cantoná" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2011/12/cantonc3a1.jpg?w=500&#038;h=512" alt="" width="500" height="512" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Dia desses, em meio a uma conversa entre um almoço e um carioquinha na companhia da nata da Procuradoria da <strong>FEDERAL BOX</strong>, discutíamos como <em>vezenquando</em> ocorre, o esporte bretão.</p>
<p style="text-align:justify;">A pauta girava em torno da então polêmica punição para o zagueiro colorado <strong>Bolívar</strong>, cujo <em>prego</em> duraria (em decisão de primeira instância, já <strong>revertida</strong>) <strong>até a recuperação física</strong> do lateral <strong>Dodô</strong>, cuja lesão fora causada por uma jogada, digamos, não muito cuidadosa por parte do <em>General</em> (<strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=sqyqQ0VP3H0" target="_blank">veja</a></strong>).</p>
<p style="text-align:justify;">Não houve quem não achasse a medida um pouco estranha e digna de períodos hamurábicos (em que pese a grossura do defensor solando o meio da canela do adversário): <strong>meu pai</strong> – colorado antigo (sim, não torço para o mesmo time que meu pai, já devo ter falado sobre com você que está lendo sobre isso) – retrucou dizendo que era um retorno ao <em>Talião</em> e questionou que se porventura o jogador baiano viesse a falecer após uma colisão com o não muito delicado defensor do Inter, esse não iria, pelo <strong>STJD</strong> ser condenado à morte.</p>
<p style="text-align:justify;">Brincadeiras à parte, nós, na mesa, e todos (salvo, imagino, os familiares do baiano Dodô – pouparei a piada infame que envolveria<strong> Armandinho e Osmar</strong>, aqui) conseguimos perceber o quão patética e desmedida por vezes consegue ser a ingerência de um Tribunal sobre assuntos futebolísticos que muito bem devem se resolver na bola, na raça e no apito dentro das quatro linhas (Bolívar merecia de fato o vermelho. Levou o Amarelo do árbitro).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não há cristão fã do esporte em questão que já não tenha torcido o nariz para alguma decisão prolatada pelas instâncias da “justiça desportiva”: e assim craques são impedidos burocraticamente de entrar em partidas, pontos importantes são surrupiados da tabela, técnicos são barrados e uma infindável série similar de elementos nitidamente do jogo são estabelecidos não por um passe de 30 metros, na trivela de um meia habilidoso, mas sim pelo canetaço de um magistrado numa sala ar-condicionada.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Hei de ver raiar o dia que quanto à justiça dita comum pairará as mesma indignação e perplexidade: a judicialização extrema de questões futebolísticas é metáfora para a condição em que vivemos. Ao invés de usar a jurisdicionalidade como muleta acessória para regular aquilo que é estritamente drástico no nosso convívio social, a idéia que inexplicavelmente mais se engrandece como um centroavante corpulento tal um touro em disparada correndo em direção à área é a de que devemos cada vez mais pugnar pela indispensabilidade da justiça.</p>
<p style="text-align:justify;">A justiça é indispensável (fato). A <em>jurisdicionalidade</em>: não sei. Ou melhor. Cada vez mais SEI&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">A questão poderá ganhar ares de discussão mais madura (ou não) quando as pessoas começarem a transmitir a mesma inconformidade com o crivo jurisdicional para questões de nítida economia interna dos gramados para a visão jurídico-política do mundo real: a burocratização leviatãnica que é condição do Estado tanto quanto é seu efeito colateral não possui mais guarida pacata no nosso imaginário. Falta algum tipo de empurrãozinho e ela cai.</p>
<p style="text-align:justify;">Paulatinamente se vai destrinchando as cortinas do palco que esconde um Mágico de Oz que se revela fracote e inseguro, e mal posso esperar para quando juízes, promotores, procuradores e – principalmente – toda sua clientela habitual passar a crer na judicialização das relações sociais não como algo a ser obrigatoriamente feito para um tipo de chancela da realidade para torná-la real, mas sim numa escala que vai de mal necessário (para alguns casos extremos) a MICO proveniente de CHILIQUE a ser coibido.</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">***</p>
<p style="text-align:justify;">Sobre o brasileirão e sua eletrizante rodada final, especialmente, eu diria que tudo deu errado em termos emotivos para mim: queria sinceramente ver o Vasco campeão, o Corinthians fracassando, o Cruzeiro rebaixado, o Atlético-PR na primeira e o Grêmio vitorioso no clássico. Aliás, falando em Grêmio, 2011 bem que poderia ser um ano futebolisticamente riscado do calendário. Nada anormal diante de um quadro tenebroso em que a própria diretoria ‘decreta’ o encerramento da temporada uns bons dois meses e meio antes de seu efetivo fim. Que venha a próxima, por tudo que há de sagrado.</p>
<p style="text-align:justify;">Em um ano que esse incrível Vasco da Gama conquistou a Copa do Brasil, beliscou a Sul-Americana, foi vice do Brasileiro, com um elenco mais afinado que orquestra e gerido por genuínos craques (os veteranos Felipe, Juninho e o biruta Diego Souza, uma estranha e impressionante versão anos 2000 para o animal Edmundo), estranho que se passe o tempo todo falando das variações cada vez mais ridículas do corte de cabelo de Neymar.</p>
<p style="text-align:justify;">
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	</item>
		<item>
		<title>Manhattan</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 13:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gabrielation]]></category>

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		<description><![CDATA[Há duas coisas que fizeram com que eu meio que fetichizasse a cidade de Nova Iorque quando pequeninho: uma era o fato de que meu pai estava por lá por ocasião de realizar um curso &#8211; lembro de que falei com ele por telefone e, poxa, era um telefonema de outro país, dos Estados Unidos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1521&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2011/11/tess.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1522" title="tess" src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2011/11/tess.jpg?w=500&#038;h=300" alt="" width="500" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Há <em>duas coisas</em> que fizeram com que eu meio que fetichizasse a cidade de<strong> Nova Iorque</strong> quando pequeninho: uma era o fato de que <strong>meu pai estava por lá</strong> por ocasião de realizar um curso &#8211; lembro de que falei com ele por telefone e, poxa, era um telefonema de outro país, dos Estados Unidos. Lembro também de alguns <em>brinquedos</em> massa que ele trouxe (como um cachorrinho que latia &#8211; mesmo! &#8211; quando um botão era apertado). Mas o que mais lembro são suas descrições sobre a cidade: especialmente sobre o <strong><em>Empire State Building</em></strong> (e realmente era algo bizarro e inexplicável na <strong>minha cabeça de criança de 4 anos</strong>, sendo também durante um bom tempo seguinte, como um edifício podia ter <strong>mais de 100 andares</strong>. Cem eram <em>três</em> numerais!).</p>
<p style="text-align:justify;">Outra era o <strong>ritmo frenético</strong> da cidade descrito com uma precisão monstruosa pelos gibis do <strong>Homem Aranha.</strong> E o Homem Aranha, você sabe, é aquele super herói que tinha que combater o <em>Dr. Octopus</em> e o <em>Duende Verde</em> quando não estava tomando indiretas da <em>Gata Negra</em> pelos telhados, procurando não se atrasar para o cinema com a <em>Mary Jane</em> e/ou tentando <strong>aplicar</strong> o <em>Seu Madruga</em> <em>style</em> para não pagar o aluguel. Aliás, Peter Parker bem que poderia ser o tipo de cara que estaria <strong>Ocupando Wall Street</strong>, se não tivesse que fazer um <em>freela</em> extra para tirar uns trocos e fazer o rancho. Tudo isso entre taxis para o <strong>Village</strong> ou <strong>Chelsea</strong>, e perrengues quando pensaria que ficaria apenas tirando um cochilo sob uma árvore do <strong>Central Park</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Estranho, estranho DEMAIS que uma nova geração de proto-hippies esteja fazendo bagunça no centro financeiro (e, portanto, político) de toda uma <em>era</em> da humanidade, em plena aorta da cidade que &#8216;<strong><em>never sleeps&#8217;</em></strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">A Nova Iorque que conhecemos e cujo estilo aprendemos a admirar de revesgueio que seja é uma cidade onde pessoas tomam cafés em copos de papelão (acho uma excelente idéia a menos que se esteja falando daquela MERDA de <strong>café ruim</strong> da <em><strong>Starbucks</strong></em>) com tampas de plástico, porque precisam caminhar e ler as notícias ao mesmo tempo entre um compromisso e outro em meio a arranha-céus que mais tapam do que arranham as nuvens e o azul.</p>
<p style="text-align:justify;">A Nova Iorque que o cinema desde os anos 80 glamourizou é uma caricatura de vida moderna onde ninguém pode dormir na casa de alguém que conheceu na night sem sair correndo de fininho no dia seguinte. Mais café. Mais compromissos. Recado, telefonema, bilhete, agenda, e-mail, mensagem sms, nota no desktop do tablet. Táxis, ruas lotadas, metrô. Atraso, fila, elevadores, prédios gigantescos, reuniões-almoço no próprio gabinete (comida chinesa, eis que não se pode, não se pode, não se pode parar). Filmes onde os personagens mal parecem notar o <strong>Rio Hudson</strong> espraiado e gigantesco atrás de si em seus escritórios no quadragésimo quinto (centésimo?) andar.</p>
<p style="text-align:justify;">Mesmo com o amontoado de clichês e o final açucarado ao nível do desnecessário, &#8220;<strong>Uma Secretaria de Futuro&#8221;</strong> (&#8220;<em>Working Girl</em>&#8220;, EUA, 1988) é um filme que traduz muito em uma única (repetida ao longo do filme) seqüência: quando Tess (Melanie Griffith) ruma na balsa entre Manhattan e Nova Jersey (ou mesmo quando está parada na borda de seu bairo &#8220;do lado errado&#8221; do rio, sonhando acordada, seu olhar para com a selva de pedra (lá ainda estão as Torres Gêmeas) é como o de um incauto para com a Esfinge. Como o de uma mocinha apaixonada e boba olhando para seu músico ou atleta admirado.</p>
<p style="text-align:justify;">Sabe-se lá o motivo pela qual minha mãe foi ao cinema e arrastou a mim para junto de um filme como esse na época de seu lançamento. O fato é que eu sempre gostei de cinema e curtia quando ela me levava (lembrava de pouca coisa da película fora dos prédios e de algumas cenas de parcial nudez feminina que me fizeram interessar como ao mesmo tempo enrubescer, até assistir novamente domingo passado, no Telecine Cult).</p>
<p style="text-align:justify;">Dia desses me dei conta de como tenho me convertido num desses chatos que aproveita uma boa parcela do tempo livre para se queixar de que quanto a tempo livre, só se dispõe de uma parcela. Ando (como nunca na vida) sempre cansado. E mais do que isso: quanto mais cansado, mais aproveito para descansar em horas livres e isso por vezes ocasiona uma verdadeira paralisia na agenda, uma vez que tenho me obrigado (especialmente entre segunda e quarta, quando minha semana é acrescida pelas aulas na Universidade e as viagens que preciso empregar para isso) a viver de um modo que ou funciono ou me recupero. Ou descanso, ou corro. Não há um momento de meio termo. A coisa está braba.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O showbizz (a indústria cultural, dirão alguns), tem uma capacidade de se apoderar de tudo e eu percebo que venho de uma geração que viveu os anos 80 e sua transição posterior incentivada a glamourizar um modelo de se portar no mundo urbano que implica em as pessoas viverem e buscarem a felicidade em micro espaços situados entre os blips de seus celulares anunciando mensagens ou reuniões maçantes. Tal como um Woody Allen sentado num banco admirando a Ponte do Brooklyn para alguns minutos de torpor. Ou mesmo sanidade.</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Sanidade.</p>
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		<title>DIA D / HORA H</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 23:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrieldivan</dc:creator>
				<category><![CDATA[AcadeMICOS]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Criminais]]></category>

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<p>VAI COMEÇAR!</p>
<p>Desculpem (antecipadamente) pelo sumiço que vai me abduzir nos próximos três dias: amanhã (dia 03 de Novembro) inicia o VIII ENCONTRO GAÚCHO DE CIÊNCIAS CRIMINAIS (juntamente com o II Seminário Brasileiro e a V Mostra de Pesquisa em Ciências Criminais). Vão ser 48h de tensão, desespero, alegria, nervosismo, esgotamento, stress, diversão, emoção e vitória (heh) dedicadas ao evento &#8211; sentimento vivenciado juntamente por toda comissão organizadora, que além de mim conta com: Luiz Fernando Pereira Neto &#8211; coordenador geral, Josiane Petry Faria, Renato Fioreze e Léia Foscarini).</p>
<p>O recorde absoluto de vagas preenchidas (teremos algo do tipo que gira em torno de 750 pessoas no Centro de Eventos da UPF) mais uma vez CONFIRMA que estamos falando do MAIOR evento da Faculdade de Direito e de um dos mais importantes eventos acadêmicos de toda universidade.</p>
<p>Vagas esgotadas, resta apenas dizer que estaremos &#8220;transmitindo&#8221; os acontecimentos e as quentinhas do evento através do Facebook e do meu perfil no Twitter (<a href="https://twitter.com/#!/gabrieldivan">https://twitter.com/gabrieldivan</a> ) onde postarei usando a hashtag #VIIIEGCC</p>
<p><img src="http://gabrieldivan.files.wordpress.com/2011/11/marcadorp25c32581ginacosta.jpg?w=100" alt="" /></p>
<br />Filed under: <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/academicos/'>AcadeMICOS</a>, <a href='http://gabrieldivan.wordpress.com/category/ciencias-criminais/'>Ciências Criminais</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrieldivan.wordpress.com/1513/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrieldivan.wordpress.com/1513/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrieldivan.wordpress.com&amp;blog=12268904&amp;post=1513&amp;subd=gabrieldivan&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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